A crise no sistema público de saúde no município
A irresponsabilidade do atual governo na
condução do sistema público de saúde no município, vem sendo pautado por
escândalos em série desde o inicio de 2010.
Não há nada mais perverso do que um
governo que pratica atos espúrios de desvios de recursos públicos da saúde
pública.
E como de praxe o atual governo extrapola neste ponto, bastando constatar
que no Inquérito Civil 222/2010 em que a promotora de justiça Claudia Turner
relata verdadeiro absurdos nas licitações fraudulentas nas aquisições de peças
para veículos da secretaria municipal de saúde.
O processo de sucateamento das unidades de
atenção básica de saúde também é alvo de outro inquérito civil 066/2013 em que
o Ministério Público apura as diversas irregularidades contidas na gestão dos
PSF’s dos municípios.
Dentre os secretários de saúde que passaram
pelo governo Branca Motta a partir de 2009, um (Luís Armando Baldam Gusmão) foi
condenado solidário com o marido da prefeita a devolver R$ 746.000,00 aos
cofres públicos.
Outro ex-secretário de saúde (Francisco de
Assis de Oliveira Neto) foi denunciado pelo Ministério Público Federal nesta
semana por associação criminosa em fraudes cometidas no SUS no noroeste
fluminense, e ambos são membros do conselho municipal de saúde que sempre
defendem e aprovam as ações irresponsáveis do governo.
Outro secretário de saúde que causou
escândalo na secretaria de saúde de Bom Jesus do Itabapoana é o próprio
vice-prefeito Jarbas Borges, em que no período de abril a julho de 2013 ele
comandou um esquema de compras de medicamentos por determinação judicial, sem
licitação e superfaturados na ordem de 40% que causou um rombo nos cofres
públicos em torno de R$ 350.000,00 segundo apurado pela Comissão Especial de
Inquérito instaurada na câmara de vereadores, e que mesmo com o relatório do
vereador Celso Rezende solicitando a instauração de uma Comissão Processante para
cassar o mandato da prefeita.
A cooptação instalada através do “nepotismo
cruzado” entre executivo e legislativo levou a investigação a ser engavetada
pela maioria cooptada pelo governo.
O mais grave de todos os desmandos do governo
Branca Motta no sistema de saúde pública se deve a omissão se negligencia do
governo perante a crise vivida pelo ÚNICO HOSPITAL DA CIDADE.
E o município
depende do bom funcionamento do hospital para manter os serviços e urgência e
emergência, maternidade e banco de sangue, que são de obrigação única e
exclusiva do município, o mesmo não tem instalações próprias para tais
serviços, e com isso o governo depende de convênios com o Hospital São Vicente
de Paulo para atender à sociedade.
Entretanto o governo na base da pressão e do
interesse político vem sustentando de maneira irresponsável a crise do hospital
estabelecendo convênios deficitários e com o uso político de benefícios
concedidos ao município.
Como exemplo cito o fato de nosso serviço de
urgência e emergência não contar com NENHUMA AMBULÂNCIA PARA RESGATE
DEVIDAMENTE EQUIPADA, e o governo do estado contemplou Bom Jesus do Itabapoana
com duas ambulâncias de resgate emergencial.
Porém a prefeita não disponibilizou
nenhuma delas para o Posto de Urgência, ela colocou uma delas para transporte
de passageiros para atendimento médico em cidades vizinhas, e a segunda ela
doou para uma instituição privada/religiosa, o Abrigo dos Velhos José Lima.
Com isso já tivemos ao menos dois casos de
bom-jesuenses que faleceram em acidentes justamente pela falta de um veículo
adequado para atendimento emergencial.
Para confirmar a omissão irresponsável e
negligente da prefeita do município com o hospital, o Ministério Público entrou
com uma ação civil pública responsabilizando o município a garantir o
funcionamento pleno do Hospital São Vicente de Paulo para os munícipes.

















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