Gestão pública BJI | Reajuste para os servidores na pauta de discussões do executivo

O prefeito Roberto Tatu se reuniu novamente com a direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, e também com representantes do poder legislativo com o vereador Celso Rezende dentre eles, para encontrar meios para conceder o reajuste salarial para os servidores do município.

Este tema é de inteira prioridade de todos, executivo, legislativo e sindicato por conta do governo passado não ter cumprido com a data base salarial, que venceu em maio e por conta do inchaço da folha de pagamentos da prefeitura.
Da maneira como se encontra a folha salarial do executivo, fica totalmente inviável conceder qualquer reajuste salarial para nossos servidores, portanto a tendência é que o governo tenha que fazer um drástico corte na folha de pagamentos demitindo os servidores contratados a partir de abril de 2013.

É público e notório que o governo passado contratou um número absurdo de servidores, além de ter promovido a terceirização do serviço de servente e auxiliar de serviços gerais nas escolas da rede municipal de ensino.
Tais medidas causaram um grave desequilíbrio nas contas do município impossibilitando por completo a valorização salarial dos servidores municipais.

A previsão de demissões de servidores contratados a partir de abril de 2013, se deve pelo TAC (Termo de Ajustamento e Conduta) entre prefeitura e a procuradoria regional do trabalho para a realização do concurso púbico ter sido assinado neste mês.

E a partir do momento da assinatura deste TAC, a ex-prefeita ficou de acordo de que ela teria que ter extrema cautela nas contratações temporárias, pois ela levou à procuradora do trabalho um número expressivo de contratados correlacionados com o número de vagas para o concurso público.

Acontece que desde abril de 2013 a prefeitura recebeu mais de uma centena de servidores contratados, em sua maioria nas secretarias de saúde e educação, há quem diga que o número pode se aproximar de duzentos contratados.

Trata-se de uma medida espinhosa e impopular para quem acaba de assumir o governo, mas extremamente necessária para o equilíbrio das contas públicas, e pela própria qualificação do serviço público municipal com a possibilidade de valorizar os servidores do quadro permanente.

É importante salientar que todos consideram lamentável ter que desempregar centenas de pessoas, mas também é de se lamentar que esses mesmos foram contratados dentro da ilegalidade, em total desacordo com a lei. 

O governo anterior foi extremamente irresponsável em promover quase duzentas contratações sem planejamento algum e meramente eleitoreiras. 

E isso foi amplamente criticado, debatido e divulgado aqui no blog, e também pelos vereadores Ricardo Aguiar e Celso Rezende na tribuna da câmara.

Comentários

  1. No processo licitatório 037/2014, para o concurso público, os cargos de Serviços Gerais, Servente, Porteiro Escolar, Merendeira, sequer foram citados, a intenção do antigo governo era provavelmente continuar com a terceirização de mão de obra para manter o cabresto eleitoral. Temos que lutar contra isso. Depois que a casa tiver em ordem, que seja feito ao menos um processo seletivo sério e com transparência para a contratação desses cargos, e que se dê um fim na terceirização que nada mais é uma bola de prejuízo constante para Bom Jesus. A metodologia de contratação para as empresas terceirizadas, que se usa no momento, é totalmente desleal com a população. Só entra nessas empresas quem tem um arranjo político. Essa prática vem sendo feita para segurar votos e agradecer favores. O processo seletivo seria uma maneira mais democrática e justa para contratação dos cargos de baixo escalão. Chega de cabides eleitorais, chega de jeitinho brasileiro, todos juntos pela democracia.

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