Preconceito e intolerância | O professor foi salvo por bombeiros que passavam pelo local

"Eu corro dez quilômetros todos os dias, estava de fone de ouvido, sem identificação porque moro por perto, e fui confundido com um dos três assaltantes. 

O dono do bar e o filho dele me acorrentaram. Vinte pessoas me cercaram e começaram a me bater." - André Luiz Ribeiro, professor de história, 27 anos.

Para tirar as dúvidas e acalmar a multidão, um bombeiro pediu que ele proferisse uma aula sobre Revolução Francesa. 

Foi o que o salvou do linchamento na hora, mas não da prisão. Foi levado a um hospital, depois à delegacia e ficou ainda dois dias preso.

Incrível, o Boletim de Ocorrência foi feito contra o professor e não contra os que participaram da tentativa de homicídio e lesão corporal. 

Só agora o seu advogado vai registrar ocorrência como tentativa de homicídio. 

Nota da Secretaria de Segurança Pública” (Ivan Valente)

O Brasil ainda não superou sua herança escravagista. 

Por isso, a ideia da Justiça é tão associada aos castigos físicos. 

É bom lembrar que a lógica do justiçamento não nasce hoje.

Nós tivemos 300 anos de escravidão, convivemos com punição e castigo corporal historicamente. 

Essa lógica é antiga e totalmente relacionada com a confusão que se faz entre justiça e vingança. Justiçamento, nunca mais! (Marcelo Freixo)

Marcelo Freixo se pronuncia sobre os linchamentos

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