Suposta crise administrativa na procuradoria do município pode agravar a crise institucional de Bom Jesus do Itabapoana
Onda de boatos carece de um pronunciamento do executivo e
cabe ao legislativo exigir que se esclareça todas as suspeitas comentadas na
cidade
A prefeitura tem dois advogados públicos concursados na
procuradoria do município, além de um terceiro advogado contratado para
auxiliar as demandas jurídicas da prefeitura, um dos advogados concursados tinha
a incumbência de cuidar dos pareceres jurídicos dos processos licitatórios e
foi neste que tivemos a primeira polêmica.
E tal polêmica se encontra em uma suposta ação civil pública
ofertada pela promotoria de justiça de tutela coletiva denunciando um suposto
esquema de superfaturamento de cachês artísticos nos eventos culturais
financiados pelo município, seus pareceres exarados nos processos licitatórios
em tela teriam levado o nobre advogado a condição de réu nesta ação civil
pública, inclusive com o bloqueio de seus bens determinado pela vara de fazenda
pública.
Diante da condição de réu em uma ação por improbidade administrativa,
ficou muito complicado para este advogado público permanecer atuando nas
demandas jurídicas do município, haja visto que ele se encontra sob suspeita em
um processo no qual ele estaria compartilhando o corpo dos réus com a prefeita e
o atual secretário de saúde.
O segundo advogado concursado de nossa prefeitura estaria
então sendo submetido a fortes pressões da prefeita para ele exarar alguns pareceres
de interesse da madame, porém completamente contrário ao interesse público, com
isso ele vendo o que está acontecendo com o colega advogado que se tornou réu,
passou a resistir às investidas da prefeita e sua cúpula.
A situação teria chegado a tamanho absurdo que o referido
advogado por ser o procurador nomeado pelo município decidiu entregar sua
carta-renúncia ao cargo, ficando assim o município sem um procurador concursado
em seu quadro administrativo.
Segundo informações extraoficiais, um dos vereadores da
oposição teria obtido esta informação pelo próprio advogado público
renunciante, com isso temos que cobrar do poder legislativo que se tome uma
providência definitiva contra tantos desmandos em nossa cidade, é inaceitável
que um procurador público assine uma carta-renúncia por conta de pressões da
prefeita para que o mesmo ingresse em sua jornada de irresponsabilidades.
A frouxidão do poder legislativo tem alimentado de maneira
drástica com a desordem pública, estamos testemunhando uma avalanche de
escândalos e muitos desses sequer são citados na plenária, os vereadores da
oposição vivem lamentando a lentidão da justiça mas não tem a iniciativa de se
reunir em bloco com os promotores para reivindicarem providências enérgicas com
tanto desmando, com isso a corrupção alastra por todo o município toda
sorte de mazela pública que assola a sociedade de Bom Jesus do Itabapoana.
Observem que a maioria das operações seja do GAECO com MPRJ
como da Polícia Federal em nossa região, são provenientes de investigações que
tiveram como denunciantes os vereadores das cidades noticiadas, como no caso de
Natividade que tem um ex-prefeito com pedido de prisão temporária assim como o prefeito de Cardoso Moreira, ambos pedidos pela PGE.
Ainda há muito o que tentar além do que foi tentado, de nada
adianta ficar lamentando a longa espera de uma grande operação policial em
nossa prefeitura, porém se vossas excelências tomarem coragem e deixarem a
vaidade de lado o resultado virá a reboque do reconhecimento da opinião
pública.
Porém a atual postura tem produzido resultado quase que zero
no que tange o combate à corrupção, a roubalheira aumenta a medida que também
aumenta o silencio legislativo de Bom Jesus do Itabapoana.











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