Deitados eternamente em números esplêndidos | Por Rogério Lima
O orçamento municipal, que deveria ser participativo, deveria
garantir a boa política pública como, por exemplo, saúde de qualidade sem a
intermediação do “bom feitor” (vereador oportunista)
O problema é que mais uma vez o governo conduziu tudo a toque
de caixa (preta), e sorrateiramente o projeto de lei orçamentária foi enviado
para a câmara municipal sem a devida participação popular, isso significa que:
- Você morador da Rua Roney Carrereth Alves vai ter que
continuar convivendo com aquela cratera que põe a sua vida em risco.
- E vocês moradores do inhame, cantão e providência,
comunidades das usinas poderão ficar por mais um ano sem saneamento básico e
calçamento e continuaram abandonados pelo poder público e pelos pulhas que só
vão a essas localidades atrás de voto.
- Você morador do bom jardim nem tão cedo terá em sua
torneira água tratada para consumo, água que é um bem público e deve ser
administrada como uma questão humanitária.
- E você universitário vai ter que continuar metendo a mão no
bolso para custear o transporte quando deveria tê-lo gratuitamente (em Itaocara
que tem uma arrecadação bem menor o passe é 100% livre para mais de 500
alunos).
- E você servidor, a não ser que reaja, estará fadado a mais
um ano de arrocho salarial sem um devido reajuste num total desrespeito a sua
data base, saiba que no final de 2015 a sua perda salarial será de 100%.
Por outro lado, a lei orçamentária estará garantindo a boa
vida de meia dúzia de oportunistas e especuladores, o pequeno grupo que deita e
rola nos privilégios que a máquina pública lhes garante.
A dita lei garantirá, em cifras, as obras e serviços
superfaturados, os contratos espúrios, à boa vida dos leitões (como diz o
companheiro Adilson Moutinho), e a regalia de alguns parceiros comerciais do
grupo 15.
Lá estará garantido também o “cascalho” que “arrega” a base
governista do legislativo, já que os “representantes do povo” mais uma vez
atenderam os sussurros do governo ao invés de ouvirem o clamor do povo que os
elegeram.
O orçamento para 2015 mostra mais uma vez ganância governista, já que para o ano que começa estão garantidos ao gabinete da prefeita a “singela” bagatela de R$ 5.464.000,00, fora o “bafo”.
Em resumo a lei orçamentária, aqui as margens do Itabapoana,
é um o abismo que separa necessidade do povo e os caprichos e privilégios de
uma minoria que como todos os anos se deita e rola em números esplêndidos, o
orçamento de 106 milhões assegura por mais um ano o projeto de poder que
continua ainda sendo capitaneado pelo senhor Miguel Motta.











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