Auditoria da Corregedoria do SUS no H.S.V.P. pode responder o que a presidente evitou abordar




Na reunião de sexta-feira (09/07) tivemos duas abordagens que apesar de ter despertado a atenção do público prsente, ambas ficaram sem maiores esclarecimentos por parte da presidente do hospital, ela até que foi questionada em uma dessas abordagens por duas pessoas presentes na reunião, porém ela se esquivou de responder.
Inicialmente ela informou a todos sobre as dificuldades que a direção vem vivendo devido a irregularidade dos repasses do PAHI (Programa de Apoio aos Hospitais do Interior), que segundo disse a presidente, somente em julho de 2015 que o hospital teria recebido a parcela de  junho 2014, no entanto, ela em momento algum esclareceu a todos quais seriam os motivos que levaram a essa suspensão deste recurso que tem como finalidade no investimento da infraestrutura física da instituição.

Duas pessoas presentes na reunião perguntaram diretamente a presidente quais seriam os motivos da suspenção do PAHI, e ela não respondeu em momento algum.

A segunda abordagem feita pela presidente não teve indagações por parte da plateia presente, porém ela vem de encontro com o documento que está disponível nesta publicação no qual vou disserta-lo mais adiante, ela falou sobre responsabilização cível e criminal que supostamente estaria submetida devido as consequências de se assumir tamanha responsabilidade como presidir o hospital.

Ela continuou exemplificando que se faltar dipirona o gestor do hospital é passível de responder criminalmente, não obstante, existem fatos apurados em janeiro de 2014 muito mais graves que simplesmente faltar dipirona, que talvez seja os verdadeiros motivos que tenham suspendido o PAHI, que podem ter responsabilizado a presidente cível ou criminalmente, dentro outros fatos ocorridos a partir do ano passado.

Auditoria da Corregedoria do SUS

Entre os dias 13 de 17 de janeiro de 2014 uma equipe de auditores do Sistema Nacional de Auditoria do SUS fizeram um minucioso levantamento de todas as atividades de atendimento público do Hospital São Vicente de Paulo entre os meses de janeiro de 2012 e junho de 2013, tal auditoria foi fruto de uma denúncia anônima via e-mail feita em setembro de 2012.

Os trabalhos de levantamentos realizados nesses quatro dias de auditoria foram suficientes para constatarmos que os maiores problemas existentes em nosso hospital ainda permaneceram soberanos pelo menos até dezembro de 2013, sendo que neste relatório PRELIMINAR com apenas DEZESSEIS PÁGINAS já nos aponta irregularidades graves, inclusive com os auditores recomendando a devolução de aproximadamente R$ 300.000,00 ao SUS por conta de atendimentos com fortes indícios de serem fraudulentos em alguns setores do hospital.


O documento aborda muitas irregularidades em diversos aspectos, inclusive no quesito transparência que tanto cobro da gestão da instituição, situações absurdas e aviltantes com o contribuinte também estão relatadas, como por exemplo tivemos durante quase todo ano de 2012 internações em nossa polêmica UTI que resultaram em mais de R$ 30.000,00 de repasses do SUS para o São Vicente.
Este grave fato é constatado como passível de devolução do valor supracitado ao SUS porque nossa UTI não interna absolutamente ninguém desde janeiro de 2012, salvo um período do segundo semestre de 2014 em uma tentativa frustrada de reabrir a UTI que durou menos de um mês com algo em torno de seis internações.


As irregularidades mais graves estão nos achados auditados no PU e na Fisioterapia, que devido a complexidade da situação deste segundo, me aterei em detalhar os pormenores neste momenot, muito em breve em uma publicação exclusiva sobre ela.
A situação encontrada no PU talvez seja a que mais variedades de irregularidades foram constadas, o que sem dúvidas levará a responsabilização do poder executivo junto com a direção do hospital, demonstrando que não existe rigor algum na fiscalização dos recursos públicos repassados ao hospital no convênio para o serviço de urgência e emergência.


As graves irregularidades com fortes indícios de fraudes existentes em muitos atendimentos do hospital neste levantamento de janeiro de 2012 a junho de 2013 envolvem pessoas que atualmente estão no topo do comando do hospital, não se trata de promover nenhum linchamento moral contra absolutamente ninguém, porém é inevitável associar esta auditoria com as dificuldades vividas pelo hospital atualmente.


Se não me engano, as pessoas que foram mencionadas no relatório preliminar foram notificadas do resultado da mesma para se defenderem no mês de abril de 2014, e nesta mesma época tive acesso a este documento que se mostra uma bomba que trará sérias consequências se os envolvidos permanecerem no comando do hospital.

Observem que a partir de abril de 2014 tivemos alguns fatos relevantes, porém negativos envolvendo nosso hospital, como por exemplo tivemos o encerramento das atividades do plano Saúde São Vicente que devem muitas respostas aos antigos associados, tivemos a suspensão dos repasses do PAHI que não foi esclarecida pela presidente, alguns médicos estão sem receber por seus sreviços deste setembro de 2014, a suspensão do pagamento do FGTS e INSS dos funcionários do hospital, e agora temos a própria presidente vindo a público para nos apresentar uma fatura de R$ 700.000,00.


A impressão que fica é que a gestão do hospital optou em trabalhar irregularmente para tão somente sanar o rombo causado todos os meses pelo famigerado convênio selado com a prefeitura para o PU, cabendo agora a presidente do hospital e todos os envolvidos neste documento se manifestarem com sinceridade sobre esta situação que está comprometendo de morte com qualquer tentativa de recuperar o hospital, para tão somente atender as condições deficitárias impostas pelo executivo.


Também não se pode descartar que muitas dessas irregularidades auditadas foram para supostamente beneficiar ilicitamente alguma parte envolvida, porém quem deve esclarecer todos esses fatos são os indiciados no relatório. 
Importante ainda ressaltar que atualmente temos em andamento QUATRO INQUÉRITOS CIVIS na Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva em Itaperuna que apuram todas as irregularidades envolvendo o hospital desde os primeiros sinais da crise que vive até hoje, e sem dúvidas que um deles tem como base este relatório e os diretores do hospital que pretendem realmente mobilizar a sociedade defendendo a credibilidade da instituição, que venham a púbico e esclareça todas as situações acima abordadas, a gravidade dos fatos é enorme e a sociedade tem o direito de saber o que realmente ocorre com nosso hospital.

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