terça-feira, 16 de agosto de 2016

Depois da festa vem a ressaca, Expo-Cavil 2016 foi um duro golpe na economia bom-jesuense

Em momento de aguda crise econômica que vivemos, nosso mercado jamais poderia desperdiçar uma oportunidade como foi a 55ª ExpoCavil, que resultou em um grande escândalo de evasão de divisas



A jornalista bom-jesuense Gleice Rezende quando se manifestou em defesa ao meu ativismo, ela alertou que Bom Jesus continua sendo cidade satélite de Itaperuna, que o pouco das riquezas econômicas aqui geradas, invariavelmente se evadem para o mercado itaperunense.

Mal sabia ela que seu alerta atingiu o alvo do que ocorreu neste fim de semana no Parque de Exposições da CAVIL, ocasião em que tivemos a oportunidade de geração de renda em elevados níveis, mas que praticamente toda ela nas mãos de empresários da cidade vizinha.

O evento não foi de responsabilidade da CAVIL que somente alugou o espaço, tendo terceirizado até o concurso leiteiro, foi um grupo de empresas de Itaperuna que faturam com tudo que se fez circular dinheiro com a festa, bilheteria nos dias cobrados, aluguel de espaço para barracas, cotas de anúncios publicitários das empresas bom-jesuenses, e até a bebida (cerveja, refrigerante e água mineral) foi de exclusiva distribuição de uma empresa também de Itaperuna.

Pergunto quanto foi arrecadado pela prefeitura com o faturamento da bilheteria nos dias com ingressos cobrados? A prefeitura concedeu alvará de funcionamento para uma distribuidora de bebidas de Itaperuna movimentar uma fortuna nos quatro dias de festa aqui em Bom Jesus do Itabapoana?

Cabe salientar que as condições impostas aos barraqueiros bom-jesuenses e sua maioria foram extremamente draconianas, com o metro quadrado caríssimo e com a bebida sendo vendida em elevado custo e sem consignação, vendendo ou não o barraqueiro teve que ficar com a bebida que sobrou, mesmo com muitos deles não tendo como vender pelo fato de não termos mais festas no município.

Onde estavam o secretário de indústria, comércio, turismo e cultura e o presidente da Associação Comercial que deixaram nossos distribuidores de bebidas assistindo uma distribuidora de bebidas itaperunense fazer a festa com exclusividade na 55ª ExpoCavil? Como se perde uma oportunidade ímpar como esta para aquecer nossa economia?

É esse modelo de desenvolvimento econômico deixado como legado pelo ex-secretário de indústria, comércio, turismo e cultura que ficou na pasta por sete anos e cinco meses, e que agora que ser prefeito? 

Até quando vamos assistir impávidos um grupo de forasteiros chegar aqui, iludir o povo com grandes shows e levar de mão cheia os parcos valores de nosso mercado interno? Será que ninguém de BJI teria capacidade de promover um evento como este? 

A prefeitura inclusive colaborou com o lucro alheio, ao disponibilizar a Top Mak para a limpeza do parque no dia seguintes aos shows.



A prefeita ainda contribuiu decisivamente com o golpe, ao anunciar que “injetou” mais de 3 milhões em pagamentos da prefeitura para a festa de agosto, injetou coisa nenhuma! Ela somente antecipou o que já era esperado para um pouco mais adiante, na verdade ela aqueceu a economia no momento oportuno para os empresários itaperunenses levar um pouco mais do que circula em nosso mercado interno.

Não é a primeira vez que o grande empresário publicitário de Itaperuna “aluga” o parque de exposições da CAVIL para promover sua festa e lucrar muito com nossa combalida economia, inclusive ele lucra tanto, que nesta festa de 2016 ele sequer providenciou banheiros químicos para o grande público que compareceu todos os dias, foram somente os dois banheiros de alvenaria do parque.


Foto: ABCapixaba TV

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